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Tuesday, May 4, 2021

 Texto escrito por Vanessa


    Hoje, quando você vê a linda paróquia Nossa Senhora de Fátima, na rua dos Canários, talvez não tenha ideia de como tudo começou. Você sabe como era esta igreja? Sabia que a primeira construção foi um barracão? Isso mesmo! Enquanto arrecadávamos dinheiro para construir a igreja que temos hoje, celebrávamos as missas e liturgias nesse barracão, que depois foi demolido, dando lugar à construção de concreto. Mas a história começa antes do barracão.


    Estou falando tudo isso porque eu fui uma das primeiras pessoas a acompanhar todo o processo de nascimento da comunidade, que não foi tão comum e, com certeza, foi muito especial. Por isso quero deixar registrado e acessível a todos que queiram saber um pouco mais sobre a nossa comunidade.


    Quando eu era criança, minha família e eu íamos às missas da Paróquia Nossa Senhora do Monte Serrat, no centro de Cotia. Em 1982, começamos a ir às celebrações na “escolinha” atrás da rua da minha casa na rua dos Canários.  Não era uma igreja, porém as celebrações eram tão autênticas que em poucos segundos a gente esquecia que estava numa escola. Na verdade, era mais aconchegante, pois eram poucas pessoas.


    Lembro-me quando eu tinha 9 anos, eu e meus irmãos, Wilian e Erika,  fomos com meu pai ao terreno da igreja, que era somente terra e mato. Meu pai, Tadashi, estava acompanhando a compra do terreno, que na verdade, eram dois terrenos de 250 metros.



    Depois lembro que todos os domingos íamos às liturgias na garagem da dona Luzia, ao lado do terreno. Havia somente o altar e algumas cadeiras. Eram poucas pessoas que iam, mas também não cabia muitas.


    Enquanto isso, o terreno foi limpo e construído o barracão. O chão era de cimento e as paredes eram de madeira. Era um barracão bem simpático e acolhedor, com bancos de igreja, mas como não era bem fechado, às vezes passávamos um pouco de  frio no inverno, mas tudo bem, o calor humano ajudava bastante.

    As aulas de catequese e juvenil continuavam sendo na escolinha. Minha primeira comunhão foi no barracão:





Na foto a dona Luzia no microfone e o padre Daniel.

Atrás, da esquerda pra direita: Regiane, dona Justina, eu, Claudimar, Sérgio, Givanildo, Marcos



Ednilson, eu e Andreia.

    A primeira comunhão do meu irmão foi na escolinha, em 1989:



Na foto, da esquerda pra direita: eu, Wilian, meu pai Tadashi com meu primo Ricardo no colo e minha mãe Jacira.


    Fizemos muitas quermesses e bingos nas casas das pessoas. Os prêmios mais comuns eram um frango e um vinho, além de rodadas valendo dinheiro. Eu ajudava a vender cartelas. Lembro que as mulheres faziam a massa do pastel do zero, ou seja, era muito trabalho, mas elas estavam sempre bem animadas:









E também tinha a quadrilha das crianças:





    Lembro-me também da época em que rezávamos o terço na casa das pessoas. Alguns foram em casa, era sempre muito agradável. Todo ano participávamos da novena também, ótimos encontros para nos prepararmos para a Páscoa.


    O barracão foi derrubado e foi feito um mutirão para a construção das primeiras salas. As missas eram feitas na sala maior e as outras salas eram usadas para a catequese. O pároco na época era o padre Daniel Balzan.

   Este link mostra várias fotos do dia do mutirão e algumas fotos das primeiras missas. Enviado por Rodrigo Paschoal:





    Quando a parte de cima foi terminada, as missas passaram a ser na parte superior e tínhamos mais espaço pras aulas, grupo de jovens. Lembro também que as mulheres da comunidade limpavam a igreja toda semana.


    Fiz a primeira comunhão, juvenil, crisma na comunidade. Eu também dei aulas de catequese. Comecei com apenas 13 anos, junto com a Rose, Andreia e Elaine. Éramos tão jovens e inexperientes com aulas, mas tínhamos muita boa vontade. 


     A minha crisma foi na Paróquia Santo Antônio no bairro do Portão:



   Um período muito especial para mim foi o grupo de jovens, coordenado pela Anita Bertuol. Começamos em 1991 e tivemos muitos membros. Além de aprofundarmos nossa vivência espiritual, colocamos muito em prática o que aprendemos: visitamos asilos e orfanatos; fizemos retiros espirituais, até alguns membros se tornarem coordenadores de novos grupos de jovens. O meu era no Coimbra mesmo e alguns eram nas escolas, como Pedro Casemiro e República do Peru.


     Até alguns velórios ocorreram no salão no nível da rua. Perdemos pessoas muito queridas, uma delas, o Givanildo, do nosso grupo de jovens, que faleceu num acidente de carro.

    Em resumo, eu fiz catequese, juvenil e crisma. Eu dei aula de catequese e crisma. Participei do grupo de jovens e coordenei o grupo. Ajudei nas quermesses, até cantei uma rodada de bingo.

    Em 2008 entrei no projeto da Cáritas, na época do padre Vagner. As crianças carentes do bairro tinham aulas variadas todos os dias. Fiquei com as atividades de inglês e português.


    Meus pais, Tadashi e Jacira, sempre foram muito ativos. Meu pai foi catequista e ministro da palavra. Ele cuidou da parte financeira também, das organizações das quermesses, tudo. Ele e minha mãe ficaram muitos anos na pastoral do batismo e pastoral do dízimo! Minha mãe faleceu em 2006. Eu, meu pai e minha irmã continuamos na pastoral do dízimo.



    Participei da comunidade até 2009, quando me mudei para o Canadá e passei a frequentar as missas daqui. A última vez que estive presente fisicamente na paróquia foi dia 8/4/2018, quando apresentamos meu filho Lucas:



    Foram muitas pessoas que colaboraram para a construção da nossa atual Paróquia e que ainda trabalham para mantê-la. Eu não conseguiria colocar todos os nomes aqui, nem colocar todos os fatos em um texto. Por isso este blog pode ser atualizado com a colaboração de mais pessoas.


    Um lado bom da pandemia é que as missas passaram a ser online há um ano mais ou menos. Todos os domingos, assisto às missas das 10 da manhã. Tenho tantas opções de missas online, mas meu coração sempre se inclina para as missas do Coimbra, pois esta frase é verdadeira: Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração. (Mateus 6:21)





 Texto escrito por dona Luzia


História da Paróquia Nossa Senhora de Fátima do Jardim Nova Coimbra, Cotia - SP


Tudo começou com a catequese em março de 1982 na Escola Nova Coimbra, hoje Professor Roberto Jorge L. Lobo Neto. Com a autorização da diretora, senhora Doraci, até 1985, que foi substituída pela diretora Mara, que também nos apoiou no trabalho da catequese.

Na ocasião, nosso pároco era o padre Luiz M. Camargo da Paróquia Nossa Senhora do Monte Serrat, Cotia. Ele ficou conosco de 1980 até 1985, quando se aposentou. Durante este período, além da catequese, tínhamos celebrações da Palavra uma vez por mês com o ministro Djalma Vieira. Na escola, tínhamos o apoio das irmãs da igreja de Santo Antônio e das irmãs Azuis do Madre Iva. Muitas pessoas nos deram apoio, algumas já falecidas, outras ainda trabalhando, e o que caracterizou aquele tempo foi a união e alegria mútuas.

Com a saída do padre Luiz, em 1985, veio o padre Elizeu Antonio de Camargo. Neste período, foi comprado o terreno da igreja. O sr. Djalma foi quem intermediou a transação. Sabemos que o terreno teve um custo de Cr$65.999,00 (Sessenta e cinco mil cruzeiros) e que ocorreu por volta do mês de março. Em 31 de maio de 1985, o padre Elizeu realizou a 1a missa no terreno. Em outubro do mesmo ano, o padre Elizeu foi para Roma a estudo e veio o padre Daniel Balzan, que deu continuação ao projeto. O padre Daniel celebrou na garagem da casa da dona Luzia, na escola e mais tarde no barracão que fizemos no terreno.


Após uma dessas celebrações, foi realizada uma eleição para escolher quem seria a padroeira da comunidade. Ocorreu na escola, onde quem quis participou na votação e, ao final, tínhamos que escolher entre Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima. Foi quando chegou a dona Rosa com um bilhete do marido, que estava doente. Dizia o bilhete que deveria ser Nossa Senhora de Fátima, pois estávamos no Jardim Nova Coimbra e Coimbra remetia a Portugal. Assim ficou decidido que nossa padroeira seria Nossa Senhora de Fátima.

Nosso barracão persistiu de 1986 até 1990, quando padre Daniel mandou desmontar o barracão para dar início à construção da igreja. Foi realizada a primeira parte, o alicerce. Depois ficou com a comunidade para dar sequência ao trabalho. Neste período, o padre Daniel voltou a celebrar na garagem. Isso foi no ano de 1990. No dia 30 de dezembro do mesmo ano foi realizada a 1a missa ainda no primeiro piso, onde hoje estão as salas de estudo.

A partir daí começamos a ter duas celebrações: aos domingos às 9:00 horas e às 18:00 horas. Sendo que em alguns domingos por mês, tínhamos a Santa Missa. Tínhamos a catequese para a Primeira Eucaristia, para o Crisma , e também evangelização para adultos. São vários os casamentos nesse período e esses casais permaneceram firmes na igreja. Os catequistas eram muito animados e unidos. Havia também os ministros da Palavra que ajudavam muito.

Em março de 1994, dom Francisco nos fez uma visita na qual estavam presentes todos os ministros da Paróquia Nossa Senhora do Monte Serrat. Houve festa. Foi muito bom.


O padre Daniel trabalhou sozinho neste período, mas nunca deixou a desejar. Todo ano, na sexta-feira Santa, ele estava aqui para atender as confissões e só ia embora após atender a última pessoa.


Em 1996, o padre Luiz Sochiarelli foi ordenado e ficou na paróquia com o padre Daniel. Foi um período muito curto, pois, no final deste mesmo ano, o padre Daniel foi para São Roque e o padre Luiz ficou sozinho e conseguiu atender a todos.

As comunidades eram formadas por núcleos e aqui era o núcleo de Nossa Senhora de Fátima, São José e Sagrado Coração de Jesus. As reuniões mensais se alternavam entre a Paróquia Nossa Senhora de Monte Serrat e aqui, na  Comunidade Nossa Senhora de Fátima.

Em 2003, quando a Igreja Santo Antônio foi elevada, a Paróquia de Santo Antônio e Nossa Senhora do Carmo por Dom Ercílio Turco, passamos a pertencer a esta paróquia. Tínhamos como pároco o padre Flávio Soares.


Em janeiro de 2007, foi enviado o padre Vagner para celebrar com o padre Flávio. Em 13 de maio de 2008, a nossa comunidade tornou-se Área Pastoral e exatamente um ano depois foi elevada a Paróquia Nossa Senhora de Fátima por Dom Ercílio Turco. O padre Vagner João Pacheco de Moraes permaneceu conosco.


Salve Maria.


 


  Texto escrito por Vanessa      Hoje, quando você vê a linda paróquia Nossa Senhora de Fátima, na rua dos Canários, talvez não tenha ideia ...